quarta-feira, 27 de março de 2013

A MORTE DE ELISEU


Lição 13

A MORTE DE ELISEU

 

31 de março de 2013

Bebeto de Araújo

Evangelista – Missão Koinõnia de Evangelismo

 

TEXTO ÁUREO


 

“E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram um bando e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem e tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés”

(2 Rs 13.21).

 

 

 


 

 

 

VERDADE PRÁTICA


 

O último milagre relacionado à vida de Eliseu demonstra o poder e o exemplo de um homem que ama e teme a Deus.

 

COMENTÁRIO DO TEXTO ÁUREO


                                                                                            

“E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram um bando e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem e tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés” (2 Rs 13.21).

O contexto histórico do nosso texto áureo está retratando o episódio da ressurreição de um homem que ao ser lançado na sepultura de Eliseu (850 à 850 a.C.), e ao tocar nos seus ossos, ressuscitou (2 Rs 13.20-21). O historiador Flávio Josefo descreve o texto da seguinte maneira: “O profeta pouco depois de ter falado assim, morreu. Era um homem de eminente virtude e visivelmente ajudado por Deus. Viram-se os efeitos maravilhosos e quase incríveis de suas profecias e sua memória ainda hoje é tida em grande veneração por todos os hebreus. Fizeram-lhe um magnífico túmulo como merecia uma pessoa que Deus tinha cumulado de tantas graças. Aconteceu que uns ladrões depois de terem matado um homem, lançaram-no nesse túmulo. Esse corpo apenas tocou o corpo do profeta, voltou à vida, ressuscitado, o que nos mostra que não somente durante a vida, mas também depois da morte, ele tinha recebido de Deus o poder de fazer milagres” (História dos Hebreus – Flávio Josefo, CPAD, p. 210 – Vol. I).

Eliseu morreu e foi sepultado, seu corpo se decompôs e seus ossos estavam no túmulo, mesmo assim, Deus manifestou o seu poder e deu testemunho do caráter de Eliseu como o profeta que vivifica (2 Rs 4.32-37. 1 Rs 17.17-24).

Este milagre sugere que a influência de uma pessoa que anda com Deus não cessa automaticamente com a sua morte, mas que depois disso sua memória, suas obras, sua vida exemplar, poderá ser um manancial de vida espiritual para os outros (Jo 12.24; 2 Co 4.11-12).

 


 

No entanto, o fato de Deus ter feito um milagre através dos ossos de Eliseu não justifica a veneração das relíquias dos santos, conforme alega a Igreja Católica para dar suporte à sua prática de veneração de relíquias.

Essa passagem não justifica a veneração de relíquias, do mesmo modo que não justifica a veneração de quaisquer outros meios físicos que Deus tenha utilizado como veículo na realização de milagres — tais como a vara de Moisés, a serpente de bronze no deserto, o lodo que Jesus utilizou para curar o homem cego ou as mãos dos apóstolos usa­das para curar enfermidades.

Na realidade, a Bíblia condenou a utilização da serpente de bronze com a finalidade de idolatria. Na campanha contra a idolatria de Judá, Ezequias "tirou os altos, e quebrou as estátuas, e deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera, por­quanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso" (2 Rs 18.4).

Deus claramente ordenou ao seu povo que não fizesse imagens de escultura, e nem se prostrassem diante delas em um ato de devoção religiosa. Esse é o mesmo erro dos pagãos que "reverenciaram e adoraram à criatura em lugar do Criador" (Rm 1.25).

A Bíblia nos proíbe, em qualquer tempo, fazer ou mesmo "nos curvar" diante de uma "imagem" de qualquer criatura em um ato de devoção religiosa. "Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás" (Êx 20.4,5, ênfases adicionadas pelos autores). (Resposta as Seitas - Norman G. Geisler e Ron Rhodes- CPAD - Casa Publicadora das Assembleias de Deus).

 

 

RESUMO DA LIÇÃO 13


 

A MORTE DE ELISEU

 

I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU

1. A velhice de Eliseu.

2. O sofrimento de Eliseu.

 

II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU

1. A ação de Deus na profecia.

2. A participação humana na profecia.

 

III. O  ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU

1. A eternidade e fidelidade de Deus.

2. A honra de Eliseu.

 

IV. O LEGADO DE ELISEU

1. Legado sócio-cultural.

2. Legado Espiritual.

 

LEITURA DIÁRIA

2 Rs 13.20 – A transitoriedade da vida


2 Rs 13.14 – O sofrimento humano


2 Rs 13.17 – O lado divino na profecia


2 Rs 13.18 – O lado humano na profecia


2 Rs 13.21 – O justo abençoa em todo tempo


2 Rs 13.23,25 - A fidelidade de Deus

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Reis 13.14-21.

14 - E Eliseu estava doente da sua doença de que morreu; e Jeoás, rei de Israel, desceu a ele, e chorou sobre o seu rosto, e disse: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!

15 - E Eliseu lhe disse: Toma um arco e flechas. E tomou um arco e flechas.

16 - Então, disse ao rei de Israel: Põe a tua mão sobre o arco. E pôs sobre ele a sua mão; e Eliseu pôs as suas mãos sobre as mãos do rei.

17 - E disse: Abre a janela para o oriente. E abriu-a. Então, disse Eliseu: Atira. E atirou; e disse: A flecha do livramento do SENHOR é a flecha do livramento contra os siros; porque ferirás os siros em Afeca, até os consumir.

18 - E disse mais: Toma as flechas. E tomou-as. Então, disse ao rei de Israel: Fere a terra. E feriu-a três vezes e cessou.

19 - Então, o homem de Deus se indignou muito contra ele e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido; então, feririas os siros até os consumir; porém agora só três vezes ferirás os siros.

20 - Depois, morreu Eliseu, e o sepultaram. Ora, as tropas dos moabitas invadiam a terra, à entrada do ano.

21 - E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram um bando e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem e tocando os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés.

Leitura do Texto Biblico: 2 Reis 13:1-25

1.                No ano vinte e três de Joás, filho de Acazias, rei de Judá, começou a reinar Jeoacaz, filho de Jeú, sobre Israel, em Samaria, e reinou dezessete anos.

2.               E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; porque seguiu os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel; não se apartou deles.

3.               Por isso a ira do SENHOR se acendeu contra Israel; e entregou-os na mão de Hazael, rei da Síria, e na mão de Ben-Hadade, filho de Hazael, todos aqueles dias.

4.               Porém Jeoacaz suplicou diante da face do SENHOR; e o SENHOR ouviu; porque viu a opressão de Israel, pois o rei da Síria os oprimia.

5.               E o SENHOR deu um salvador a Israel, e saíram de sob as mãos dos sírios; e os filhos de Israel habitaram nas suas tendas, como no passado

6.               (Contudo não se apartaram dos pecados da casa de Jeroboão, com que fez Israel pecar; porém ele andou neles e também o bosque ficou em pé em Samaria).

7.               Porque não deixou a Jeoacaz, do povo, senão só cinqüenta cavaleiros, dez carros e dez mil homens de pé, porquanto o rei da Síria os tinha destruído e os tinha feito como o pó, trilhando-os.

8.               Ora, o mais dos atos de Jeoacaz, e tudo quanto fez, e o seu poder, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?

9.               E Jeoacaz dormiu com seus pais, e o sepultaram em Samaria; e Jeoás, seu filho, reinou em seu lugar.

10.             No ano trinta e sete de Joás, rei de Judá, começou a reinar Jeoás, filho de Jeoacaz, sobre Israel, em Samaria, e reinou dezesseis anos.

11.              E fez o que era mau aos olhos do SENHOR; não se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que fez Israel pecar, porém andou neles.

12.             Ora, o mais dos atos de Jeoás, e tudo quanto fez, e o seu poder, com que pelejou contra Amazias, rei de Judá, porventura não está escrito no livro das crônicas dos reis de Israel?

13.             E Jeoás dormiu com seus pais, e Jeroboão se assentou no seu trono; e Jeoás foi sepultado em Samaria, junto aos reis de Israel.

14.             E Eliseu estava doente da enfermidade de que morreu, e Jeoás, rei de Israel, desceu a ele, e chorou sobre o seu rosto, e disse: Meu pai, meu pai, o carro de Israel, e seus cavaleiros!

15.             E Eliseu lhe disse: Toma um arco e flechas. E tomou um arco e flechas.

16.             Então disse ao rei de Israel: Põe a tua mão sobre o arco. E pós sobre ele a sua mão; e Eliseu pôs as suas mãos sobre as do rei.

17.             E disse: Abre a janela para o oriente. E abriu-a. Então disse Eliseu: Atira. E atirou; e disse: A flecha do livramento do SENHOR é a flecha do livramento contra os sírios; porque ferirás os sírios; em Afeque, até os consumir.

18.             Disse mais: Toma as flechas. E tomou-as. Então disse ao rei de Israel: Fere a terra. E feriu-a três vezes, e cessou.

19.             Então o homem de Deus se indignou muito contra ele, e disse: Cinco ou seis vezes a deverias ter ferido; então feririas os sírios até os consumir; porém agora só três vezes ferirás os sírios.

20.            Depois morreu Eliseu, e o sepultaram. Ora, as tropas dos moabitas invadiram a terra à entrada do ano.

21.             E sucedeu que, enterrando eles um homem, eis que viram uma tropa, e lançaram o homem na sepultura de Eliseu; e, caindo nela o homem, e tocando os ossos de Eliseu, reviveu, e se levantou sobre os seus pés.

22.            E Hazael, rei da Síria, oprimiu a Israel todos os dias de Jeoacaz.

23.            Porém o SENHOR teve misericórdia deles, e se compadeceu deles, e tornou-se para eles por amor da sua aliança com Abraão, Isaque e Jacó, e não os quis destruir, e não os lançou ainda da sua presença.

24.            E morreu Hazael, rei da Síria e Ben-Hadade, seu filho, reinou em seu lugar.

25.            E Jeoás, filho de Jeoacaz, tornou a tomar as cidades das mãos de Ben-Hadade, que ele tinha tomado das mãos de Jeoacaz, seu pai, na guerra; três vezes Jeoás o feriu, e recuperou as cidades de Israel.

2 Reis 13:1-25

 

INTERAÇÃO

 

Nesta última lição do trimestre estudaremos os derradeiros dias do profeta Eliseu.

Ele foi um homem fiel ao Senhor até o fim dos seus dias.

Todavia, como homem ele era mortal.

Não temos como escapar, um dia enfrentaremos a morte.

Porém, ela não nos assusta.

Eliseu começou bem seu ministério profético e o encerrou também com excelência.

Ele viveu todos os seus dias como servo do Senhor e com certeza pode declarar como o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia [...]” (2 Tm 4.7).

Que quando chegar o nosso dia, possamos também declarar estas mesmas palavras.

 

 

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Conscientizar-se sobre a brevidade da vida e a eternidade de Deus.

Compreender a natureza da profecia final de Eliseu.

Explicar o propósito do último milagre de Eliseu.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor para a aula de hoje sugerimos que você reproduza o quadro abaixo conforme as suas possibilidades. Utilize-o para concluir a lição, fazendo um resumo geral da vida de um dos maiores profetas do Antigo Testamento, Eliseu. Conclua enfatizando que o último milagre relacionado à vida de Eliseu demonstra o poder e o exemplo de um homem que ama e teme a Deus.

ELISEU

 

Pontos fortes e êxitos

 

    Foi sucessor de Elias como profeta de Deus.

    Teve um ministério que durou mais de 50 anos.

    Teve um grande impacto sobre quatro nações: Israel, Judá, Moabe e Síria.

    Foi um homem íntegro que não tentou enriquecer-se à custa dos outros.

    Fez muitos milagres para ajudar aqueles que estavam sofrendo necessidades.

 

Lições de vida

 

    Aos olhos de Deus uma medida de grandeza é a disposição para servir aos pobres como também aos poderosos.

    Um substituto eficaz não só aprende com o seu mestre; também constrói sobre as realizações de seu mestre.

 

Assim termina a vida do profeta Eliseu.

Um grande homem de Deus que nunca deixou de ser servo.

Começou pondo água nas mãos de Elias (2 Rs 3.11), um gesto claro de sua presteza em servir, e foi exaltado por Deus.

Mesmo sem ter escrito uma linha, levanta-se como um dos maiores profetas bíblicos de todos os tempos.

Devemos imitá-lo em sua vida de serviço e amor a Deus.

 

 

COMENTÁRIO


 

INTRODUÇÃO

 

 

                                                  PALAVRA CHAVE

     MORTE:

Término das atividades vitais do ser humano sobre a terra.

Nesta lição, acompanharemos os últimos passos do profeta Eliseu.

Constataremos que Eliseu foi, de fato, um gigante espiritual.

Mas, como todos os homens, estava sujeito às limitações comuns a todos os mortais — nasceu, cresceu, envelheceu e morreu.

Fica, portanto, em destaque o fato de que os homens fazem história, mas Deus é o Senhor da história.

 

I. A DOENÇA TERMINAL DE ELISEU

1. A velhice de Eliseu.

Um bom tempo já se havia passado desde a última aparição do profeta de Abel-meolá no registro bíblico (2 Rs 9.1).

De fato, entre os capítulos 9 e 13 de 2 Reis, há um intervalo de aproximadamente quarenta anos.

Os estudiosos acreditam que, por essa época, Eliseu deveria estar com a idade aproximada de oitenta anos.

Eliseu fora chamado ainda jovem para o ministério profético, mas agora estava velho e doente.

Às vezes, idealizamos de tal forma os homens de Deus, que acabamos nos esquecendo de que eles também são humanos.

Envelhecem, adoecem e também morrem.

O texto bíblico deixa bem patente o lado humano do profeta.

Fora um grande homem de Deus e ainda o era, mas ainda assim era um homem.

 

2. O sofrimento de Eliseu.

O mesmo texto que trata da doença e velhice de Eliseu fala também do seu sofrimento (2 Rs 13.14,20).

Eliseu estava doente, e isso sem dúvida causava-lhe algum sofrimento.

Eliseu envelheceu e padeceu.

Mas o foco aqui não é o sofrimento em si, mas como Deus trata o profeta nesse momento de sua vida e como ele responde a isso.

Mesmo alquebrado pela idade, Eliseu continuava com o mesmo vigor espiritual de antes.

Possuía ainda a mesma visão da obra de Deus.

Em nada a doença, ou quaisquer outras coisas, impediu-o de continuar sendo a voz profética do Deus de Israel.

 

3.- Eliseu morreu de uma doença.

O detalhe da Palavra de Deus não nos permite ter equívocos: “Eliseu estava doente da sua doença de que morreu” (2 Rs 13.14).

Esse verso pode deixar constrangidos os proponentes da confissão positiva, que alegam que um crente não pode ficar doente, e se estiver doente, é porque não tem fé ou está em pecado.

Eliseu era um homem de Deus.

Era um homem de fé.

Realizou muitos milagres.

Mas quando chegou sua hora de partir, esse momento ocorreu porque o profeta ficara doente e a doença o levou.

Entende-se que Eliseu já era um homem de idade avançada, e que naturalmente seu organismo, como o de outras pessoas dessa fixa etária, ficou propenso a fraquezas e doenças.

Foi um fato natural.

Precisamos entender dois princípios claros:

a) que a nossa obrigação é orar ao Senhor pedindo cura, e é Ele quem manda a cura para o seu povo, conforme a sua vontade;

b) Em sua soberania, Deus pode permitir que nossa partida para estar com Ele se dê de diversas formas, inclusive por meio de doenças.

Ainda que isso ocorra, não podemos pensar que a morte, para o cristão, é uma punição, mas sim uma promoção para estar lado a lado com o Senhor.

Deus tem uma forma de tratar com cada pessoa.

Elias foi levado ao céu, vivo; Eliseu passou pela morte, mas ambos estão com o Senhor.

 

SINÓPSE DO TÓPICO (1)

A doença não conseguiu impedir o profeta Eliseu de continuar sendo a voz profética do Deus de Israel.

 

II. A PROFECIA FINAL DE ELISEU

1. A ação de Deus na profecia.

Hoje está na moda o jargão: “Eu profetizo sobre a tua vida”.

Embora muito bonito e vestido de roupagens espirituais, tal jargão não passa de orgulho e afetação humana.

Isso por uma razão bem simples: nenhuma profecia, que se ajuste ao modelo bíblico, tem seu ponto de partida no querer humano, mas na vontade soberana de Deus (2 Pe 1.20,21).

Eliseu, por exemplo, refletindo os desígnios divinos, dizia ao profetizar: “Assim diz o Senhor” (2 Rs 2.21; 3.16).

A expressão “flecha do livramento do SENHOR” (2 Rs 13.17) possui sentido semelhante.

A profecia tem sua origem em Deus e não no homem.

Eliseu não profetizou para depois se inspirar, mas foi primeiramente inspirado para depois profetizar (2 Rs 3.15).

 

2. A participação humana na profecia.

Vimos que uma profecia genuinamente bíblica tem sua origem em Deus.

Todavia, a Escritura mostra também que existe a participação do homem nesse processo.

É o que vemos em 2 Reis 13.14-19.

Joás visitou Eliseu devido ao grande respeito que tinha pelo profeta, que estava próximo de falecer.

Sua saudação: ‘Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!’ (2 Rs 143.14), foi a exclamação que o profeta pronunciou na ocasião em que Elias foi levado ao céu (2 Rs 2.12).

O fato de Jeoás utilizar esta expressão é uma indicação de que ele reconhecia a proximidade da morte de Eliseu.

A ordem relacionada ao uso do arco e das flechas estava relacionada com a Síria, que era a nação que oprimia Israel.

Uma flecha lançada em direção ao oriente simbolizava a vitória em Afeca; as setas lançadas ao solo simbolizavam a vitória de Israel sobre a Síria.

A indignação de Eliseu quanto à relutância do rei Jeoás de Israel em continuar a atirar as suas flechas, símbolo do livramento do Senhor contra os sírios, é bastante significativa.

Deixa clara a decepção do profeta com a falta de discernimento e perseverança do rei.

Faltou fé a Jeoás! Ele pensava certamente tratar-se de uma mera cerimônia na qual ele teria apenas uma participação técnica.

A sua vitória seria do tamanho da resposta que ele desse ao profeta.

Deveria ter ferido a terra cinco ou seis vezes, mas fez apenas três.

Eliseu se indignou muito contra Joás, por saber que confiar e se apoiar em outras nações era uma atitude errada.

Era necessário ter uma completa confiança em Deus para que fossem ajudados contra as nações estrangeiras que procuravam oprimir Israel.

O poder miraculoso associado aos ossos de Eliseu tinha a finalidade de mostrar a Jeoás que o poder do Deus de Israel seria manifestado sobre a Síria, mesmo após a morte do profeta.

Uma fé tímida obtém uma vitória igualmente tímida.

Em o Novo Testamento, o Senhor Jesus irá por em destaque essa verdade (Mt 9.29).

 

SINÓPSE DO TÓPICO (2)

Aprendemos mediante a última profecia de Eliseu que uma fé tímida obtém uma vitória igualmente tímida.

 

III. O ÚLTIMO MILAGRE DE ELISEU

1. A eternidade e fidelidade de Deus.

É interessante observarmos que o último milagre de Eliseu deu-se postumamente.

Eliseu já estava morto quando ocorre algo que desafia a razão humana (2 Rs 13.20,21).

Essa passagem revela pelo menos dois aspectos dos atributos de Deus — Deus é eterno.

Ele não morre quando morre um homem de Deus, nem tampouco deixa de cumprir a sua Palavra quando as circunstâncias parecem dizer o contrário.

Ao permitir que o toque nos restos mortais de Eliseu desse vida a um morto, Deus mostrava ao rei Jeoás que a morte de Eliseu não iria impedir aquilo que há algum tempo ele havia prometido a ele.

Deus é fiel e zela pela sua Palavra para a cumprir.

 

2. Eliseu teve um ministério respeitado.

Ao longo de sua vida, Eliseu teve contato direto com a escola de profetas em seus dias.

Foi um homem que viu milagres em seu ministério, trouxe orientações a governantes e gozava da honra de outros profetas.

E mesmo depois de morto, realizou um milagre de ressurreição.

Este último fato não nos permite crer que podemos rogar a “santos homens e mulheres” para que nos ajudem em nossas dificuldades, pois se observarmos a narrativa dessa ressurreição, não foi feito nenhum pedido ao “santo Eliseu” para que ele ressuscitasse o homem morto que foi jogado em sua cova.

O fato simplesmente aconteceu pelo poder de Deus, e não pela súplica direcionada a um profeta que estava no céu e poderia interceder pelo morto a Deus.

Nossas orações devem ser para o Senhor, e não para pessoas consideradas santas.

Nosso único intercessor é o Senhor Jesus Cristo, o próprio Filho de Deus, e ninguém mais.

 

3.- A honra de Eliseu.

Além da fidelidade e da eternidade de Deus, que ficam bem patentes nesse último milagre de Eliseu, há ainda mais uma lição que o texto deixa em relevo.

Aqui é possível perceber que, mesmo morto, o nome de Eliseu continuaria a ser lembrado como um autêntico homem de Deus.

Elias subiu ao céu vivo, Eliseu deu vida mesmo estando morto.

Os intérpretes destacam que esse milagre, envolvendo os restos mortais de Eliseu, mostra que o Senhor possui planos diferenciados para cada um de seus filhos.

Portanto, não devemos fazer comparações nem questionar os atos divinos (Jo 21.19-23).

A Bíblia fala de homens, cujas ações continuam falando mesmo depois de haverem morrido (Hb 11.4).

 

SINÓPSE DO TÓPICO (3)

Mesmo depois de morto, Eliseu foi lembrado como um autêntico homem de Deus.

 

IV. O LEGADO DE ELISEU

1. Legado socio-cultural.

Já estudamos que Eliseu supervisionava as escolas de profetas (2 Rs 6.1).

Esse sem dúvida foi um dos seus maiores legados.

Todavia, Eliseu fez muito mais; teve uma participação ativa na vida espiritual, moral e social da nação.

Enquanto Elias era um profeta do deserto, Eliseu teve uma atuação mais urbana.

Eliseu tinha acesso aos reis e comandantes militares, e possuía influência suficiente para deles pedir algum favor (2 Rs 4.13).

Como povo de Deus, não podemos viver isolados, mas aproveitar as oportunidades para abençoar os menos favorecidos.

 

2. Legado espiritual.

Há uma extensa lista de obras e milagres operados através do profeta Eliseu.

Sem dúvida, eles demonstram seu grande legado.

Podemos enumerar alguns:

- abertura do Jordão (2 Rs 2.13,14);

- a purificação da nascente de água (2 Rs 2.19-22);

- o azeite da viúva (2 Rs 4.1-7);

- o filho da sunamita (2 Rs 4.8-37);

- a panela envenenada (2 Rs 4.38-41);

- a multiplicação dos pães (2 Rs 4.42-44);

- a cura de Naamã (2 Rs 5.1-19) e

- o machado que flutuou (2 RS 6.1-7).

 

SINÓPSE DO TÓPICO (4)

Como povo de Deus, não podemos viver isolados, mas aproveitar as oportunidades para abençoar os menos favorecidos.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluimos a lição, fazendo um resumo geral da vida de um dos maiores profetas do Antigo Testamento, Eliseu.

É importante enfatizar que o último milagre relacionado à vida de Eliseu demonstra o poder e o exemplo de um homem que ama e teme a Deus.

 

Assim termina a vida do profeta Eliseu. Um grande homem de Deus que nunca deixou de ser servo. Começou pondo água nas mãos de Elias (2 Rs 3.11), um gesto claro de sua presteza em servir, e foi exaltado por Deus. Mesmo sem ter escrito uma linha, levanta-se como um dos maiores profetas bíblicos de todos os tempos. Devemos imitá-lo em sua vida de serviço e amor a Deus.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

SOARES, E. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na terra. 1 ed., RJ: CPAD, 2010

Comentário Bíblico Beacon. Volume 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005

LEBAR, L. E. Educação que é Cristã. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.

EXERCÍCIOS

1. Faça um breve comentário sobre a velhice de Eliseu.

R. Resposta pessoal.

2. Por que Eliseu se indignou contra o rei?

R. Por que o rei não agiu com discernimento e fé.

3. De acordo com a lição, qual o propósito do milagre operado postumamente por Eliseu?

R. Demonstrar a fidelidade de Deus e o valor do profeta Eliseu.

4. Cite dois dos legados do profeta Eliseu.

R. Cultural e espiritual.

5. Cite pelo menos três obras do legado de Eliseu.

R. Abertura do Jordão (2 Rs 2.13,14); a purificação da nascente de água (2 Rs 2.19-22); o azeite da viúva (2 Rs 4.1-7).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Bibliográfico

“Joás visitou Eliseu devido ao grande respeito que tinha pelo profeta, que estava próximo de falecer. Sua saudação: ‘Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros!’, foi a exclamação que o profeta pronunciou na ocasião em que Elias foi levado ao céu (2 Rs 2.12). O fato de Joás utilizar esta expressão é uma indicação de que ele reconhecia a proximidade da morte de Eliseu. A ordem relacionada ao uso do arco e das flechas estava relacionada com a Síria, que era a nação que oprimia Israel. Uma flecha lançada em direção ao oriente simbolizava a vitória em Afeca; as setas lançadas ao solo simbolizavam a vitória de Israel sobre a Síria.

Eliseu se indignou muito contra Joás, por saber que confiar e se apoiar em outras nações era uma atitude errada. Era necessário ter uma completa confiança em Deus para que fossem ajudados contra as nações estrangeiras que procuravam oprimir Israel. O poder miraculoso associado aos ossos de Eliseu tinha a finalidade de mostrar a Joás que o poder do Deus de Israel seria manifestado sobre a Síria, mesmo após a morte do profeta” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, pp.360-61).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A morte de Eliseu

Aqui chegamos ao fim de todos os homens, mesmo aqueles que possuem um ministério tão marcante quanto o de Eliseu: a morte. Tal qual Elias, Eliseu conheceu o fim do seus dias. Desta lição, podemos tirar pelo menos duas grandes lições:

Eliseu morreu de uma doença. O detalhe da Palavra de Deus não nos permite ter equívocos: “Eliseu estava doente da sua doença de que morreu” (2 Rs 13.14). Esse verso pode deixar constrangidos os proponentes da confissão positiva, que alegam que um crente não pode ficar doente, e se estiver doente, é porque não tem fé ou está em pecado. Eliseu era um homem de Deus. Era um homem de fé. Realizou muitos milagres. Mas quando chegou sua hora de partir, esse momento ocorreu porque o profeta ficara doente e a doença o levou. Entende-se que Eliseu já era um homem de idade avançada, e que naturalmente seu organismo, como o de outras pessoas dessa fixa etária, ficou propenso a fraquezas e doenças. Foi um fato natural.

Precisamos entender dois princípios claros: a) que a nossa obrigação é orar ao Senhor pedindo cura, e é Ele quem manda a cura para o seu povo, conforme a sua vontade; b) Em sua soberania, Deus pode permitir que nossa partida para estar com Ele se dê de diversas formas, inclusive por meio de doenças. Ainda que isso ocorra, não podemos pensar que a morte, para o cristão, é uma punição, mas sim uma promoção para estar lado a lado com o Senhor. Deus tem uma forma de tratar com cada pessoa. Elias foi levado ao céu, vivo; Eliseu passou pela morte, mas ambos estão com o Senhor.

Eliseu teve um ministério respeitado. Ao longo de sua vida, Eliseu teve contato direto com a escola de profetas em seus dias. Foi um homem que viu milagres em seu ministério, trouxe orientações a governantes e gozava da honra de outros profetas. E mesmo depois de morto, realizou um milagre de ressurreição. Este último fato não nos permite crer que podemos rogar a “santos homens e mulheres” para que nos ajudem em nossas dificuldades, pois se observarmos a narrativa dessa ressurreição, não foi feito nenhum pedido ao “santo Eliseu” para que ele ressuscitasse o homem morto que foi jogado em sua cova. O fato simplesmente aconteceu pelo poder de Deus, e não pela súplica direcionada a um profeta que estava no céu e poderia interceder pelo morto a Deus. Nossas orações devem ser para o Senhor, e não para pessoas consideradas santas. Nosso único intercessor é o Senhor Jesus Cristo, o próprio Filho de Deus, e ninguém mais.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Lição da EBD 2013 - 11


Lições Bíblicas CPAD
Jovens e Adultos
1º Trimestre de 2013
Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja
Comentarista: José Gonçalves
Lição 11: Os milagres de Eliseu
Data: 17 de Março de 2013
TEXTO ÁUREO
Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito(2 Rs 8.4).
VERDADE PRÁTICA
Os milagres realizados por Eliseu não visaram à glorificação pessoal do profeta, mas demonstraram o amor e a graça de Deus.
HINOS SUGERIDOS
7, 510, 517.
LEITURA DIÁRIA
2 Rs 4.43 – A multiplicação dos pães
2 Rs 7.1 – Abundância de víveres
2 Rs 4.36,37 – A ressurreição do filho da sunamita
2 Rs 6.6 – O machado flutuante
2 Rs 2.21,22 – As águas de Jericó
2 Rs 5.14 – A cura de Naamã
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Reis 2.9-14.
9 - Sucedeu, pois, que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.
10 - E disse: Coisa dura pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não, não se fará.
11 - E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.
12 - O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando das suas vestes, as rasgou em duas partes.
13 - Também levantou a capa de Elias, que lhe caíra; e voltou-se e parou ã borda do Jordão.
14 - E tomou a capa de Elias, que lhe caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o Senhor, Deus de Elias? Então, feriu as águas, e se dividiram elas para uma e outra banda; e Eliseu passou.
INTERAÇÃO
Professor, estudaremos nesta lição alguns dos milagres realizados pelo profeta Eliseu. Este abnegado servo de Deus foi um dos sete mil que não se dobraram diante de Baal. As intervenções sobrenaturais, realizadas por intermédio de Eliseu, são muitas, o que torna impossível tratar de todas em uma única lição. Por isso, as narrativas de seus milagres foram divididas em quatro grupos, tornando o ensino mais didático: milagres de provisão, restituição, restauração e julgamento. Todas essas intervenções divinas operadas por Eliseu demonstram o poder de Deus. Os milagres tinham como único propósito evidenciar a graça e a glória do Todo-Poderoso. A intenção não era jamais exaltar as virtudes do profeta.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·        Elencar os milagres de Eliseu.
·        Entender o que motivou os milagres de Eliseu.
·        Compreender os propósitos dos milagres de Eliseu.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor, reproduza o quadro abaixo de acordo com as suas possibilidades. Inicie a aula com as seguintes indagações: “Você acredita em milagres?”; “Qual o verdadeiro objetivo de um milagre?”. Ouça os alunos com atenção e diga que Deus não mudou. Ele continua operando milagres e maravilhas. Todavia, os milagres são para aqueles que creem. Quem tem um coração duvidoso jamais poderá experimentar dos milagres divinos. Para fortalecer a fé dos seus alunos conclua apresentando o quadro abaixo com os vários milagres realizados por Eliseu.
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COMENTÁRIO
introdução
Palavra Chave
Milagre: Segundo a Bíblia, é uma suspensão temporária das leis da natureza, visando a operação sobrenatural de Deus.
Eliseu era um lavrador pertencente a uma família abastada de Israel, quando foi chamado a exercer o ministério profético (1 Rs 19.19-21). Sem dúvida, era um dos sete mil que não haviam se dobrado diante de Baal. E essa foi uma das razões pelas quais o Senhor o escolhera. As intervenções sobrenaturais, através de Eliseu, são impressionantes (1 Rs 19.16).
Dividimos aqui as narrativas de seus milagres em quatro grupos. Nem todos os milagres operados por Eliseu serão estudados aqui, mas os que analisarmos servirão para ilustrar os propósitos divinos na vida de seu povo.
I. OS MILAGRES DE PROVISÃO
1. A multiplicação dos pães. Esse é um milagre de provisão. Eram cem os discípulos dos profetas e só havia vinte pães para alimentá-los (2 Rs 4.42-44). A lei da procura era maior do que a da oferta! O que fazer diante da situação? O profeta Eliseu não olha as evidências naturais, mas seguindo a direção de Deus, profetiza que todos comeriam e ainda sobrariam pães! Como? Não havia lógica nenhuma nessa predição.
Todavia, milagres não se explicam, aceitam-se pela fé! Muito tempo depois encontramos o Novo Testamento detalhando como Jesus Cristo operou um milagre com a mesma dinâmica, mas em maior proporção (Jo 6.9). Em ambas as histórias, a graça de Deus em prover o necessário para os carentes fica em evidência.
2. Abundância de víveres. Jorão, filho de Acabe, estava assentado no trono do reino do Norte e, a exemplo de Jeroboão, foi mau governante (2 Rs 3.1-3).
A consequência de suas ações pecaminosas foi o cerco à cidade de Samaria promovida por Ben-Hadade II. Com a cidade sitiada, a consequência natural foi a escassez de alimentos. Vendia-se desde cabeça de jumento até mesmo esterco de pombo na tentativa de amenizar a fome.
Pressionado pela crise, o rei procurou o profeta Eliseu e o responsabilizou pela tragédia. Sempre o Diabo querendo culpar Deus! Todavia, o Senhor demonstra, mais uma vez, a sua graça, e orienta Eliseu a profetizar o fim da fome! Como nos outros milagres, esse tem seu cumprimento de forma inteiramente sobrenatural e inexplicável.
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SINOPSE DO TÓPICO (I)
Milagres não se explicam, aceitam-se pela fé! Aqueles que duvidam não recebem nada de Deus.
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II. OS MILAGRES DE RESTITUIÇÃO
1. A ressurreição do filho da sunamita. Mesmo havendo deixado o filho morto em casa, a rica mulher de Suném demonstra uma fé inabalável (2 Rs 4.18-37). Quando a caminho, é interrogada por Geazi, servo de Eliseu, sobre como iam as coisas, ela respondeu: “Tudo bem!”. Nada está fora de controle quando Deus está no comando.
A sequência da história mostra o profeta Eliseu orando ao Senhor sobre o corpo inerte do garoto (2 Rs 4.33,34). Os gestos do profeta parecem não ter sentido, mas sem dúvida refletem a orientação divina (2 Rs 4.34,35). O Senhor responde a oração do profeta e a vida volta novamente ao filho da sunamita (2 Rs 4.35-37).
2. O machado que flutuou. Um dos discípulos dos profetas perdera a ferramenta que tomara emprestada (2 Rs 6.1-7). Naqueles dias, os instrumentos de ferro eram escassos e valiosos. Daí o seu desespero. Duas coisas observamos nesse texto: primeiramente, a motivação do milagre que está bem expressa no lamento daquele que perdera o machado. O que nos faz lamentar? A nossa motivação está correta? Em segundo lugar, vemos o profeta procurando identificar o local onde a ferramenta havia caído. O Senhor está pronto a restituir o que perdemos, mas temos de ter consciência disso.
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SINOPSE DO TÓPICO (II)
Nada está fora de controle quando Deus está no comando. Ele é soberano!
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III. OS MILAGRES DE RESTAURAÇÃO
1. A cura de Naamã. Algumas coisas nos chamam a atenção no relato desse milagre (2 Rs 5.1-19). Em primeiro lugar, observamos que o general sírio fica indignado quando o profeta não age da forma que ele imaginou (2 Rs 5.11). Deus não faz shows, nem tampouco opera para satisfazer nossa curiosidade.
Em segundo lugar, vemos que Deus não estava interessado na análise lógica de Naamã (2 Rs 5.11,12), mas apenas em sua obediência. Em terceiro lugar, Naamã recebe a cura quando desce ao Jordão (2 Rs 5.14).
Ninguém será restaurado se não descer! Naamã desceu e foi curado. Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes (Tg 4.6). Em quarto lugar, Naamã tentou recompensar o profeta pelo milagre recebido (2 Rs 5.15,16). Eliseu recusou! A graça não aceita pagamento por aquilo que faz.
2. As águas de Jericó. O texto de 2 Reis 2.19-22 narra o episódio das águas amargas de Jericó que se tornaram saudáveis através da ação de Eliseu. Aqui, o profeta pede um prato novo e, que neste, se coloque sal. Feito isso, ele profetiza que aquelas águas tornar-se-iam potáveis segundo a palavra do Senhor. Tais exigências possuíam um valor simbólico, pois o sal representa um elemento purificador (Lv 2.13; Mt 5.13). O prato novo simboliza um instrumento de dedicação especial ou exclusiva a Deus para aquele momento. Em todo caso, foi o poder de Deus que purificou as águas e não o poder desses objetos e ingredientes.
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SINOPSE DO TÓPICO (III)
Deus não faz shows e não se agrada daqueles que se utilizam dos seus milagres para se promoverem. O Senhor não opera para satisfazer nossa curiosidade.
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IV. OS MILAGRES DE JULGAMENTO
1. Maldição dos rapazinhos. Certa vez, uns jovens debocharam de Eliseu, dizendo-lhe: “Sobe, calvo, sobe, calvo!”. Reagindo à situação, o profeta invoca o julgamento divino sobre os zombadores, amaldiçoando-os em nome do Senhor (2 Rs 2.23-25). O efeito foi devastador.
Apareceram duas ursas selvagens, que se investiram contra os rapazes, matando quarenta e dois deles. Não se pode brincar com as coisas sagradas e muito menos escarnecer dos servos de Deus.
2. A doença de Geazi. No relato de 2 Reis 5.20-27, observamos as razões pelas quais Geazi foi julgado. Ele supunha que a recusa de Eliseu em aceitar os presentes de Naamã era apenas uma questão pessoal do profeta (2 Rs 5.20). Por isso, resolveu tirar partido da situação. Usou o nome de Eliseu para validar sua cobiça, procurando tornar aceitável o que Deus havia abominado (2 Rs 5.22). Ele deveria saber que Deus não vende suas bênçãos, mas as dá gratuitamente. E, assim, o cobiçoso Geazi trocou o arrependimento pelo fingimento e ainda trocou a bênção pela maldição (2 Rs 5.25,27). Em consequência, teve de conviver com a lepra pelo resto da sua vida!
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SINOPSE DO TÓPICO (IV)
Não se pode brincar com as coisas sagradas e muito menos escarnecer dos servos de Deus.
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CONCLUSÃO
Os milagres operados por Eliseu demonstram o poder divino. Todos tiveram um propósito específico; evidenciar a graça e a glória de Deus nas mais diferentes situações. Em nenhum momento, essas intervenções exaltam as virtudes do profeta.
VOCABULÁRIO
Víveres: Gênero alimentício; comestíveis, mantimentos.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9 ed., RJ: CPAD, 2010.
ZUCK, R. B. Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
EXERCÍCIOS
1. Quais milagres de provisão são listados na lição?
R. Multiplicação dos pães e abundância de víveres.
2. Que lição podemos aprender com o machado que flutuou?
R. O Senhor está pronto a restituir ou restaurar quem perdeu alguma coisa, desde que se tome consciência disso.
3. Cite pelo menos duas lições extraídas da cura de Naamã.
R. Deus não opera milagres para satisfazer nossa curiosidade. Ele também resiste aos soberbos.
4. Como os rapazes zombaram do profeta?
R. “Sobe, calvo. Sobe, calvo”.
5. Cite pelo menos duas razões pelas quais Ceazi experimentou o juízo divino.
R. Geazi viu apenas uma ação humana quando deveria ver uma ação divina e também trocou a verdade pela mentira.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Bibliográfico
“Deus cura a lepra de Naamã
O poder divino, o qual se manifestou através da cura da lepra de Naamã, tinha o propósito de demonstrar que o Deus de Israel era maior que as divindades da Síria. O milagre aconteceu em benefício dos israelitas e também dos sírios. Os israelitas entenderam que Deus desejava fazer deles o seu instrumento para conquistar outros povos. Também está aqui evidente o ponto de vista profético de que o reino do Norte, assim como o de Judá, estava essencialmente relacionado com o cumprimento de Deus para seu povo.
O desespero de Naamã, causado pela impureza do rio Jordão, pode ter sido provocado em parte pela correta comparação que fez com os rios Abana e Farpar. Entretanto, a questão verdadeira era a sua má vontade em se humilhar adequadamente, e obedecer à ordem de Deus para obter a cura.
O registro da cura de Naamã representa um cativante relato da ‘cura de leproso’. Existe aqui um retrato notável sobre: (1) A grandeza que não leva a coisa alguma — um grande homem... porém leproso; (2) O testemunho da fé de uma escrava; (3) Um pedido inesperado e humilde; (4) A obediência e a cura completa” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, p.349).
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Bibliográfico
“A fama de Eliseu (2 Rs 6.12) — Vários eventos claramente mostram que os milagres de Eliseu foram realizados com a intenção de produzir fé tanto fora como dentro dos limites de Israel. A cura de Naamã (2 Rs 5), a reputação conseguida expondo os planos dos sírios (2 Rs 6.12) e o livramento da unidade militar que veio para capturá-los (2 Rs 6.12,13) todos testemunham o poder de Deus. Sirvamos à igreja de Cristo. Porém, nunca percamos a visão daqueles fora de seus limites” (RICHARDS, L. O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 9 ed., RJ: CPAD, 2010, p.247).
“Geazi é atacado de lepra (2 Rs 5-20-27) — Naamã havia oferecido um presente a Eliseu; porém, o profeta o recusou. No entanto, sua gratidão era tão grande que ele prontamente deu dois talentos de prata a Geazi supostamente para dois jovens profetas necessitados. Eliseu transferiu a lepra de Naamã para Geazi, não só porque ele havia mentido por razões pessoais, mas o que é ainda pior, seu interesse egoísta por dinheiro havia diminuído a eficiência do ministério de Eliseu para Deus. Esse incidente se apresenta como uma impressionante advertência a todos os servos do Senhor que colocam os interesses pessoais à frente da causa do Mestre” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 2, 1 ed., RJ: CPAD, 2005, p.350).
SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
Os milagres de Eliseu
Deus confirmou o ministério de Eliseu não apenas com poder, mas também com a manifestação de milagres. De forma geral, esses milagres foram manifestos em momentos de angústia, onde apenas Deus poderia intervir, como foi o caso da predição de abundância de alimentos para a Samaria sitiada e faminta. Eliseu também trouxe de volta da morte o filho da Sunamita, que havia morrido. Observe que nesse caso, especificamente, Deus não disse nada a Eliseu sobre o filho da Sunamita, que estava morto: “Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, pegou nos seus pés; mas chegou Geazi para a retirar; disse porém o homem de Deus: Deixa-a, porque a sua alma nela está triste de amargura, e o Senhor mo encobriu e nao mo manifestou”. O Deus que revelou a Eliseu os planos do exército inimigo fez com que o homem de Deus fosse verificar o que estava acontecendo na casa daquela mulher. Eliseu sabia que quando a revelação divina não se manifesta, Deus deseja que tenhamos sabedoria para resolver problemas. Ele não foi apenas um homem de milagres, mas também um homem prudente e sensível.
Uma palavra sobre milagres e a vida pessoal. Milagres são operações de caráter divino, fazendo intervenções na esfera física. Podem ser visto na cura de doentes, na multiplicação de víveres, na intervenção sobre os elementos da natureza e até na ressurreição de mortos. Mas os miiagres ainda seguem um padrão: eles seguem os que crêem, conforme Marcos 16.17.
Esperar milagres da parte do Senhor é importante, mas não é a essência da vida cristã. E a presença constante de milagres não garante necessariamente a fé e a fidelidade das pessoas. O povo que estava no Egito viu as manifestações de Deus de forma poderosa, mas logo se rebelaram contra Ele. O povo que viu o Jordão se abrir para que entrassem na terra prometida e viu Jericó cair diante de si anos depois escolheu servir a outros deuses. As manifestações poderosas conduzidas por Elias não fizeram de Acabe um rei temente a Deus. Geazi presenciou muitos milagres realizados por Eliseu, mas perdeu o temor e a saúde por causa de alguns presentes oferecidos por Naamã.
Claro que esses casos não invalidam o poder de Deus e a sua soberania, e em sua presciência, o Senhor sabia que alguns de seu povo seriam rebeldes e mesmo assim não deixou de operar. Mas devemos aprender que precisamos ter comunhão com Deus quando Ele manda milagres e quando Ele não manda. E acima de tudo, ser fiéis a Ele sempre.