quarta-feira, 10 de junho de 2015

AS ESCRITURAS COMO REVELAÇÃO

AS ESCRITURAS COMO REVELAÇÃO

No Cristianismo estão o verdadeiro culto e serviço do verdadeiro Deus, Criador e Redentor da humanidade. É uma religião que descansa sobre revelação: ninguém conheceria a verdade a respeito de Deus, nem seria capaz de relacionar-se com ele de um modo pessoal, se Deus não tivesse primeiro agido para fazer-se conhecido. Porém Deus fez-se conhecido, e os sessenta e seis livros da Bíblia – trinta e nove escritos antes da vinda de Cristo e vinte e sete depois de Cristo – são, juntos, o registro, a interpretação e a expressão de sua auto-revelação. Deus e santidade são os temas que dão unidade à Bíblia.
De certo ponto de vista, as Escrituras são o fiel testemunho que os piedosos deram a respeito do Deus que eles amavam e a quem serviam; de outro ponto de vista – pelo fato de terem sido redigidas por meio de um exercício singular de supervisão divina, chamada de “inspiração” – eles constituem o testemunho e o ensino do próprio Deus, em linguagem humana. A Igreja ja dá a esses escritos o nome de “Palavra de Deus”, porque a autoria e conteúdo deles são de origem divina.
A certeza decisiva de que as Escrituras procedem de Deus e de que todas elas consistem inteiramente de sua sabedoria e verdade nos vem de Jesus Cristo e seus apóstolos, que ensinaram em seu nome. Jesus, Deus encarnado, considerou sua Bíblia (o nosso Antigo Testamento) como instrução escrita de seu Pai Celestial, que ele, não menos do que outros, precisava obedecer (Mt 4.4,7,10; 5.17-20; 19.4-6; 26.31,52-54; Lc 4.16-21; 16.17; 18.31-33; 22.37; 24.25-27,45-47; Jo 10.35) e que ele veio cumprir (Mt 26.24 e Jo 5.46). Paulo descreveu o Antigo Testamento como totalmente inspirado ou “soprado por Deus” – produto do Espírito de Deus, como também o é toda a criação (Sl 33.6; Gn 1.2) – e escrito para nossa instrução (Rm 15.4; 1 Co 10.11; 2Tm 3.15-17). Em sua segunda carta, 1.21, e em sua primeira carta, 1.10-12, Pedro afirma a origem divina do ensino bíblico. O mesmo faz o autor da Carta aos Hebreus, por sua maneira de citar as Escrituras (Hb 1.5-13; 3.7; 4.3; 10.5-7, 15-17; cf. At 4.4.25; 28.25-27).
Visto que o ensino dos apóstolos a respeito de Cristo é, em si mesmo, verdade revelada em palavras ensinadas por Deus (1 Co 2.12-13), a Igreja considera que o Novo Testamento – registro do testemunho apostólico – completa as Escrituras. Durante o próprio período do Novo Testamento, Pedro se refere às cartas de Paulo como Escrituras (2 Pe 3.15-16), e Paulo, aparentemene, chama o Evangelho de Lucas de Escrituras (1 Tm 5.18; cf. Lc 10.7).
A idéia de orientações escritas vindas do próprio Deus como base para a vida piedosa remonta à inscrição dos Dez Mandamentos sobre tábuas de pedra e à ordem dada a Moisés a que escrevesse as leis de Deus e a história do que Deus fez com o seu povo (Êx 32.15-16; 34.1,27-28; Nm 33.2; Dt 31.9). Assimilar essas leis e viver por elas foi sempre central à verdadeira devoção tanto para os líderes de Israel como para o povo (Js 1.7-8; 2 Rs 17.13; 22.8-13; 1 Cr 22.12-13; Ne 8; Sl 119), e o princípio de que tudo deve ser governado pelas Escrituras passou para o Cristianismo.
Aquilo que a Escritura diz Deus diz; pois, de um modo só comparável ao mistério mais profundo da Encarnação, a Bíblia é tanto plenamente humana como plenamente divina. Assim, todo o seu múltiplo conteúdo – histórias, profecias, poemas, cânticos, escritos de sabedoria, sermões, estatísticas, cartas e tudo o mais – deve ser recebido como procedente de Deus, e tudo aquilo que os escritos bíblicos ensinam deve ser reverenciado como instruções autorizadas da parte de Deus. Os cristãos devem ser gratos a Deus pelo dom de sua Palavra escrita e conscienciosos ao basearem sua fé e sua vida inteira e exclusivamente nela.
Bibliografia: Bíblia de Genebra
“Anunciando o Evangelho de Cristo”


A BÍBLIA DE DEUS A NÓS

Um dos princípios mais básicos para um entendimento correto da mensagem da Bíblia é que a Escritura interpreta a Escritura. A Bíblia é a Palavra santa, infalível e inerrante de Deus. É a nossa autoridade mais alta. Isso significa que não podemos buscar uma interpretação autoritativa do significado da Escritura fora da própria Bíblia. Significa também que não devemos interpretar a Bíblia como se ela tivesse caído do céu no século XX. O Novo Testamento foi escrito no primeiro século, e por isso devemos tentar entendê-lo em termos dos seus leitores do primeiro século. Por exemplo, quando João chamou Jesus de “o Cordeiro de Deus”, nem ele nem os seus ouvintes tinham em mente algo remotamente similar ao que o homem comum moderno pensaria se ouvisse alguém sendo chamado de “cordeiro” na rua. João não quis dizer que Jesus era doce, carinhoso, amável ou lindo. Na realidade, João não estava de forma alguma se referindo à “personalidade” de Jesus. Ele quis dizer que Jesus era o Sacrifício sem pecado para o mundo. Como sabemos isso? Porque a Bíblia nos diz assim.
A BÍBLIA DE DEUS A NÓS

Os pensamentos na mente de YHVH - DEUS
·      REVELAÇÃO
Os pensamentos na mente do autor humano
·      INSPIRAÇÃO
Estes pensamentos em forma de escrita
·      CANONIZAÇÃO
A coleção destes escritos num livro - TA BIBLIA
·      PRESERVAÇÃO DOS AUTÓGRAFOS
Cópias e traduções deste livro
·      ILUMINAÇÃO/INTERPRETAÇÃO
Os pensamentos de Deus em nós hoje


A Doutrina da Revelação de Deus
O ensino das Escrituras a respeito da revelação de Deus
A doutrina da Comunicação de Deus aos homens é amplamente confirmada nas páginas das Sagradas Escrituras. Este ensino subordina-se a um outro: o da Revelação de Deus aos homens. A Doutrina da Revelação de Deus trata da manifestação que o Senhor faz de si mesmo e de sua vontade aos homens (Am 3.7).

Necessidade da doutrina
: A doutrina da Revelação de Deus aos homens não é apenas necessária como também plausível. Dois fatores tornam essa doutrina indispensável: o implícito e explícito.

a) Implícito: O fator implícito diz respeito ao que Deus é em sua natureza incomunicável, transcendente, infinita, incapaz de ser conhecido pela razão, cognoscibilidade ou aferimentos humanos (Jo 1.18; 1 Tm 6.16). Em diversas perícopes as Sagradas Escrituras afirmam a incapacidade humana em conhecer a Deus em sua plenitude e glória: Ele habita em "luz inacessível" (1 Tm 6.16) e "nunca foi visto por alguém" (Êx 33.20; Jo 1.18).

b) Explícito: O fator explícito refere-se à natureza finita, temporal e vulnerável do homem. O cognoscível não é capaz de apreender o Incognoscível; o finito não compreende o Infinito; o mortal está aquém do Eterno: "Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento" (Is 40.28).

Definição de Revelação

a) Antigo Testamento. O hebraico bíblico possui diversas palavras que correspondem ao termo revelação na língua portuguesa. Contudo, o vocábulo gālâ, isto é, descobri, revelar, tirar, é usado em sentido reflexivo com o significado de desnudar-se ou revelar-se, como por exemplo, na revelação de Deus a Jacó (Gn 35.7). A Septuaginta (LXX) traduz o vocábulo na passagem citada por epephánē, manifestação, aparição, ou revelação (epifania).

b) Novo Testamento. O grego neotestamentário emprega a palavra apokalypsis com o sentido de revelar ou desvendar. Lucas (2.32), por exemplo, a emprega com a conotação de tirar o véu, revelar – phos eis apokalypsin. Em seu aspecto geral ou particular, revelação sempre estará atrelada aos conceitos de manifestar, tornar claro, tirar o véu, dar a conhecer (Rm 16.25).

Por conseguinte, a doutrina da revelação de Deus nas Escrituras descreve a comunicação, revelação e manifestação sobrenaturais de Deus ao homem, revelando sua mensagem, propósitos e decretos.

Revelação e Teofanias

Teofania é um termo grego composto pelo substantivo theós e pelo verbo phaneróō que significa revelar, mostrar ou fazer conhecido. Teofania é o modo múltiplo, variegado, misterioso com que Deus se revela ou se manifesta ao homem. As teofanias são desdobramentos da revelação de Deus, de sua natureza, caráter e atributos de modo compreensível ao homem. As teofanias são:

a) visíveis (Gn 16.11,13; Êx 3.2-6; 19.18-20; Dn 7.9-14, etc), ou

b) audíveis (Gn 3.8; 1 Rs 19.12,13; Mt 3.17, etc).

Através dessas passagens percebemos que as teofanias, como veículos da revelação de Deus, podem ser:

a) humana (Gn 18.1,2,13,14),

b) angélica (Jz 2.1; 6.11,14), e

c) não humana (Gn 15.17; Êx 19.18-20).

Algumas dessas manifestações são, de acordo com muitos biblicistas, cristofanias (Jo 12.40,41).

Nas teofanias sempre é Deus quem toma a iniciativa de se auto-revelar. Essas manifestações são parciais, temporárias e não descrevem a completude da natureza divina. A única revelação permanente e completa do Pai foi realizada na Encarnação do Filho que, embora distinto do Pai, participa da mesma divindade (Jo 1.1,14-18).

Revelação Passiva e Ativa
A revelação de Deus deve ser entendida como o instrumento de imediata comunicação de Deus ao homem. Na revelação, Deus auxilia os homens a compreenderem Sua natureza e propósitos (Dt 4.29; Jr 33.3). As Escrituras demonstram vários níveis dessa comunicação, seja particular seja coletiva (Gn 2.16; 3.8,9; Gn 12.1; 15.1; 18.16; Êx 3.4; 19.3,9; 1 Sm 3.1; Is 6.1). Isto posto, a revelação proveniente e determinada por Deus é uma comunicação pessoal. O alvo final da revelação divina é que o homem venha conhecer a Deus de modo real e pessoal. Essa revelação manifesta-se bilateralmente:

Revelação ativa: É a revelação direta de Deus, enquanto Se dá a conhecer aos homens (Êx 3.1-6).
Revelação passiva: É o conhecimento de Deus que é passado de geração a geração (Dt 4.10).

A revelação passiva é o conhecimento de Deus que é comunicado aos homens através de um interlocutor, enquanto a ativa é a revelação direta de Deus ao homem, sem qualquer intermediário. Na passiva, Deus não se revela diretamente ao homem como o fez com Moisés, mas usa um intermediário (profeta, sacerdote, anjos, etc) para comunicar à sua mensagem aos seus servos.
No âmbito da revelação passiva é que encontramos a Revelação Geral de Deus (Gn 1; Sl 119; 148; Rm 1.20-23). Revelação Geral é o termo teológico que descreve uma forma de teologia natural (Sl 8; 19.1). Essa revelação acha-se impressa na criação. Apesar de não ser uma revelação pontifícia, como a Revelação Especial – o Logos Encarnado (Logos Theou) – e a Epistemológica (Rhema Theou), contudo, possui predicativos suficientes para que o homem conheça a Deus e o adore, bem como servirá de base para o julgamento dos ímpios (Rm 1.21-32; 2.1-8).
A Revelação Geral ocorre de duas formas distintas: uma revelação externa na criação, a qual proclama o poder, a sabedoria e a bondade de Deus e; a revelação interna da razão e da consciência em cada indivíduo (Rm 12.16; Jo 1.9).
A teologia cristã reconhece tanto a Revelação Geral quanto a Especial, como dois modos progressivos da auto-revelação de Deus. Porém, o ápice da revelação divina ocorre através do Verbo Vivo e da Palavra Escrita (Jo 1.1,14-18; 14.8,9; Hb 1.1-3). Estas revelações são os desvendamentos que Deus faz de si mesmo aos homens de modo imediato e sobrenatural. O Logos Encarnado revelou o Pai. A Palavra escrita registrou essa revelação e o seu progresso (Hb 1.1-3; 2 Pe 1.10,21; Gl 1.12). O propósito da revelação de Deus é que o ser humano o conheça, ame-o e o adore (Is 43.7; Sl 22.22; 149.6).
Proposições dogmáticas
a) As Escrituras pressupõem não apenas que Deus pode ser conhecido, mas que realmente é conhecido, porque Ele Se revela a Si mesmo;
b) O conhecimento de Deus revelado ao homem é justamente aquele que satisfaz a fome de natureza espiritual;
c) O conhecimento de Deus revelado resulta em adoração e obediência inteligente à Sua vontade;
d) Deus pode ser conhecido à medida que Se revela a Si mesmo ao se comunicar com os homens;
e) Através do conhecimento de Deus o homem fica habilitado a reconhecer as verdadeiras manifestações ou revelações da natureza e da vontade do Senhor;
f) As Escrituras ensinam a impossibilidade de se conhecer a Deus em Sua natureza transcendental (Jó 11.7; 1 Tm 3.16);

g) A finalidade das Escrituras é a de fazer Deus conhecido por Suas atividades na história e nas experiências que homens fiéis tenham com Ele (Rm 1.19).

A restauração de Mefibosete

Estudo - Os traumas da vida de Mefibosete (137  Davi, Esboços e Sermões, Fé, Mefibosete) – esboço - mefibosete
Traumas de Mefibosete
Texto chave - 2 Samuel 9:1-9

O que é trauma?
A palavra trauma é oriunda do vocábulo grego e mantém um significado de ferida. Já no contexto psicológico o trauma é considerado como uma interferência forte o suficiente para não permitir que uma ação original aconteça, tendo assim a capacidade de mudar o rumo, o direcionamento da vida de uma pessoa, de forma que esta pessoa seja afastada por forças externas de seu projeto de vida.


A história de Mefibosete
A Bíblia narra em II Samuel a história de um homem chamado Mefibosete, filho de Jonatas, filho de Saul, um príncipe, homem de descendência real que quando criança é acometido por um acidente e se torna aleijado (IISm 4: 1-4). Uma interferência forte começa então a mudar a história dele, o seu projeto de vida, tudo aquilo que seu pai tinha sonhado para ele.

O que tem te afastado da posição de príncipe? Uma queda (pecado), forças externas?
Ele é o que podemos denominar O COLECIONADOR DE TRAUMAS, toda a sua vida foi marcada por decepções, perdas irreparáveis, frustrações e angústias. O histórico de vida dele nos mostra que os traumas começaram na sua infância.

O significado do nome Mefibosete
O primeiro nome dele tinha sido meribe-baal (O senhor contende) mais por causa da semelhança ao deus dos cananeus, logo seu nome foi mudado para ISHBOSET (homem de vergonha) algum tempo depois surge Mefibosete (alguma coisa indigna/ exterminador da vergonha)
O príncipe, herdeiro do trono, agora é um homem envergonhado, detentor de traumas, cheio de frustrações.

Os traumas da vida de um Príncipe
1- O trauma físico
(II Sm 4) – O trauma físico sofrido por Mefibosete impedia que ele exercesse a posição de guerreiro, de valente. Geralmente todos os príncipes em Israel tinham que ir a guerra, empunhar suas espadas, defender o rei, Ele não conseguia, imagine a frustração de ver todos os seus irmãos irem à batalha vestidos com armaduras, e ele sozinho não poder ir. O trauma físico veio acompanhado de outra notícia bombástica, de uma dor terrível.

2 - O trauma familiar
Imagine alguém chegando à porta de sua casa gritando: TEU PAI É MORTO E TODOS OS SEUS FILHOS E SUA CASA, essa noticia chegou aos ouvidos dele, um novo trauma, uma dor ainda mais forte, Naquele momento passava a estar sem pai, sem irmãos sem ninguém.

3 - O trauma emocional
As dores físicas e familiares causaram nele uma dor emocional profunda, a ponto dele mesmo olhar para ele como um cão morto. Um dos mais inferiores tratamentos em Israel era ser chamado de cão ou cabeça de cão. Agora imagine a própria pessoa se autodenominar CÃO MORTO. (II Sm 9:8) Ser chamado de cão morto dava a ideia de ser imprestável, miserável e sujo (II Sm 16:9) O Senhor Jesus disse certa vez: vinde a mim todos os cansados e sobrecarregados e Eu vos aliviarei.

4 - O trauma social
Em conseqüência do trauma físico e familiar Mefibosete é levado a um lugar denominado LÔ DEBAR (sem pasto/ lugar do esquecimento) um lugar onde ovelha nenhuma poderia viver. Uma cidade destinada aos doentes, aos miseráveis, cegos leprosos enfim os emprestáveis. Foi no lugar do esquecimento, no meio deste cenário que Mefibosete viveu por quase vinte anos. Ele era um homem que tinha nascido para viver de tragédias, ou melhor, não viver. Ser esquecido é um dos piores sentimentos sociais que alguém pode sentir. Mas o Senhor não nos esqueceu. Em Lc 19:10 o pastor vai em busca da ovelha perdida, num lugar sem pasto, ou seja, em lô debar. O rei Davi se lembrou da aliança que tinha feito com Jonatas. Jesus te lembra hoje da aliança feita com você. O posicionamento de Davi foi semelhante à ação de Jesus. ( restituição)

5 - O trauma espiritual-
Os complexos, feridas na alma causaram na vida de Mefibosete uma idéia de escravidão, ele perdeu a posição de príncipe, todos os bens de sua família, passando a ser escravo de seus traumas. Ele talvez tinha esquecido da ação de Deus, talvez este não se lembrava mais das vitórias que Deus tinha concedido ao seu pai Saul.
Ele era oprimido espiritualmente,e andava se arrastando sem FÉ alguma. Alguns homens de Deus, também, passaram por grandes crises e traumas, o próprio Davi nos salmos narra suas constantes aflições (Sl. 57:6/ Sl. 38:8/ Sl. 69:29)
Diante de tudo isso, de todas as frustrações o Rei olha para um homem lançado ao chão, no meio da amargura e vê um príncipe, foi assim que Davi olhou para Mefibosete. A Bíblia ao narrar os milagres de Jesus diz que ELE fitava os olhos nas pessoas, fixava os olhos e dizia a tua fé te salvou. Deus não te vê como um derrotado, como um aleijado, mas sim como um príncipe. O próprio Davi tinha saído de um lugar de esquecimento e foi posto como príncipe.

A restauração de Mefibosete

A restauração começa em Jerusalém, Ele foi levado do lugar do esquecimento a uma terra de paz (Jerusalém) A restauração na sua vida pode começar com os princípios existentes na ação de Mefibosete:

1- Mefibosete foi ao Rei como estava.
A bíblia narra à história de uma mulher sírio-fenícia que foi até Jesus e se humilhou na presença dele de maneira semelhante à ação dele.

2- Mefibosete reconheceu sua situação.
Para que haja restauração é necessário reconhecimento, confissão. Davi enquanto não reconheceu seu estado, seu pecado tinha os seus ossos envelhecidos (Sl 35:2) O povo de Israel precisou reconhecer sua situação de escravidão para que houvesse restituição

3- Mefibosete estava cheio de temor.
O temor no Senhor é fonte de sabedoria (Pv. 9:10). Precisamos entrar na sala do trono, diante do REI com temor (Sl 19:9) Assim, faziam os sacerdotes quando entravam no santo dos santos.

A partir do dia em que Mefibosete entrou na presença do rei, ele passou a comer pão continuamente na presença do REI, os seus termos de possessão foram restituídos, o homem que tinha perdido a posição de príncipe e se tornado escravo é novamente colocado como príncipe, como um dos filhos do Rei.



Fonte: Ministerio Dabh'bar

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Creio em Deus por causa da Criação e Creio em Cristo Jesus por causa da Biblia.

Creio em Deus por causa da Criação e Creio em Cristo Jesus por causa da Bíblia

Creio em Deus porque penso, porque exerço a razão; e creio em Jesus Cristo porque conheço a História da Redenção, idoneamente reportada e preservada nas Escrituras Sagradas.”

Não podemos ver a Deus; por isso facilmente ignoramos ou negamos a sua existência. Entretanto, a fé em Deus é, no mínimo, uma dedução lógica, racional.

A fé em Jesus Cristo, entretanto, embora também tenha seu suporte lógico ou racional, tem como seu fundamento ou base – a Bíblia, as Escrituras Sagradas.

A fé em Deus tem uma lógica; assim como alguns conhecimentos científicos de hoje, que um dia foram meras suposições lógicas, baseadas na convicção de que toda realidade ou efeito observável deve ter uma causa precedente, mesmo que ela não seja conhecida – é esta certeza que move ou provoca o estudo e a ciência. O axioma (premissa) da relação “causa e efeito”, embora absolutamente racional, também envolve fé, a fé que supõe ou pressupõe, reconhece e procura a causa (orígem) quando esta é desconhecida. O cientista que procura uma causa ainda desconhecida é motivado pela certeza ou convicção de um fato que não pode ser visto; e isto também é fé (Epístola aos Hebreus 11.1). A pressuposição da existência de Deus é racional, lógica, inteligente.

Assim como a convicção (fé) de que todo efeito tem uma causa move a ciência na busca do conhecimento; a fé (convicção) na existência de Deus é essencial para o conhecimento de Deus (Epístola aos Hebreus 11.6). A ciência jamais teria avançado sem a fé na possibilidade de conhecer o desconhecido. Assim, também o conhecimento de Deus não pode ser alcançado pelo que não o buscam, ou seja, pelos que o ignoram (não consideram importante) ou preconceituosamente negam a existência de Deus.

A respeito de qualquer ser, no universo ou na terra, bruto ou vivo, podemos perguntar sobre sua orígem ou causa, e seu propósito. Se vemos pela primeira vez um determinado objeto, institivamente perguntamos: o que é? Para que serve (qual é o seu propósito) ? E, dependendo da utilidade e complexidade do objeto, somos tomados de admiração sobre quem o criou. É por isso que perguntamos sobre a orígem do universo, da terra e do homem.

Podemos desconhecer o propósito de muitas coisas; porém, se nos dedicarmos à busca do conhecimento do propósito de um determinado objeto, provavelmente, mais cedo ou mais tarde, encontraremos. Somente como exemplo, os cílios dos olhos humanos têm propósito, eles não são resultado do acaso, um acidente, uma aberração, um despropósito. Além de proteger, os cílios contribuem para a beleza dos olhos. Os cílios têm uma lógica, uma razão, e, por que não, uma intenção. E quanto ao homem propriamente, por que não teria ele uma lógica, razão ou intenção? E se tem uma lógica, razão e intenção; e isto requer uma mente, inteligência, uma pessoa admirável; a esta chamamos Deus, mesmo sem conhecê-lo.

Portanto, a base lógica da existência de Deus é a nossa própria existência em um universo grandioso, complexo e sincronizado, ou seja, ajustado com impressionante precisão. Portanto, a fé em Deus é lógica, racional.

A fé em Jesus Cristo tem uma razão histórica, assim como a que nos leva a crer na historicidade dos faraós egípcios, no rei Nabucodonosor e no Império Babilônico, em Alexandre da Macedônia, ou nos filósofos Aristóteles e Platão. Não os vimos, mas cremos existiram porque deixaram suas marcas na História. Estes fizeram, falaram ou escreveram algo relavante que foi preservado. Por isso, nós cremos que eles existiram, cremos que eles realmente fizeram, falaram ou escreveram o que lhes é atribuído. Da mesma forma, não podemos fazer retroceder o tempo, e ver a Jesus Cristo; porém, o que Ele fez e falou ficou registrado na História, na História da Redenção, a Bíblia ou Escrituras Sagradas.

A Bíblia é a História da obra da Redenção, em que Deus, embora invisível, é o agente principal, e o homem, além de coadjuvante, é o alvo e beneficiário. A Bíblia é o registro das obras e palavras redentivas de Deus, em favor da humanidade. A Bíblia foi intencionada e inspirada por Deus, mas escrita por homens, no curso da História, para ser o fiel registro da História da Redenção (2 Epístola de Pedro 1.16-21).

O Deus invisível entrou na História do Universo que Ele criou, e cujo destino Ele mesmo governa soberanamente (contudo, normalmente não sem agência da criatura, especialmente o homem, como já foi observado). Deus entrou na História, participou da História, primeiramente, mantendo-se invisível, mas agindo direta ou indiretamente, e falando através de agentes que ficaram conhecidos como profetas, e cuidando para que seus atos e palavras redentivas ficassem indelevelmente registrados na História, a História da Redenção – por isto chamada a “Escritura Sagrada”.

Depois de haver participado como principal agente, embora invisivelmente, na História da humanidade, com os seus feitos e palavras redentivas; conforme já havia indicado por meio dos profetas, Deus mesmo, pessoalmente entrou na História, encarnado, em semelhança e natureza humana; isto é, em Jesus Cristo.

A Bíblia é a revelação verbal de de Deus, e Jesus Cristo é o grande assunto desta revelação. Jesus Cristo é o assunto principal da Bíblia porque ela é a História da Redenção e Jesus é o Redentor. É em Jesus Cristo que Deus e homem se encontram, em dois importante aspectos:
§   O Criador Infinito e Eterno e a criatura finita e temporal, em uma só e singular pessoa, Deus, o Eterno Filho, agora encarnado, em natureza humana, Jesus Cristo (João 1.1-14).
§   O Deus Santo e o homem pecador aproximados por um único Mediador, Jesus Cristo que cumpre perfeitamente a justiça que a Santidade de Deus requer e expia, anula, aniquila o pecado do homem ( Efésios 2.11-22).

O Deus encarnado, Jesus Cristo, comunica (em uma mensagem viva, em pessoa) que o homem, como criatura de Deus não é essencialmente (originalmente) pecador (transgressor da justiça, ofensivo e inadmissível perante a santidade de Deus).

Além disso, o Deus encarnado, Jesus Cristo, é grande demonstração de que o pecado, por mais grave, ofensinvo, abominável e destrutivo que seja, não é um mal que Deus, o Onipotente Criador, não possa vencer.  E Deus realmente o venceu, por meio de Jesus Cristo, “nosso Senhor, o qual por nossos pecados foi entregue (morreu) e ressuscitou para nossa justificação. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 4.24-5.1).

Em nossa geração, a arrogância do homem confiante em suas conquistas tem atingido um grau tão elevado como em poucas outras ocasiões. O homem contemporâneo zomba da fé em Deus, mais especificamente da fé em um Deus pessoal, que intervém no no universo, na História, ou na vida particular de quem quer que seja. A zombaria dá lugar ao amargo desprezo e até perseguição quando, além da fé na existência de Deus, a fé reconhece que Jesus Cristo é Deus encarnado para salvar o pecador e redimir a Criação, conforme demonstra a História da Redenção, a Bíbla.

Creio em Deus porque penso, porque exerço a razão; e creio em Jesus Cristo porque conheço a História da Redenção, idoneamente reportada e preservada nas Escrituras Sagradas, a Bíblia.

Ouça a “voz da razão”, exerça a liberdade de pensar, não se deixe dominar pelo espírito arrogante de nossa era, admita a lógica da existência de Deus. Então,  ore, peça a Deus que se aproxime de você, e se faça mais intimamente conhecido. 

Então, sem preconceito, leia a Bíblia. Para ganhar tempo (que nos é tão precioso, e não sabemos quanto ainda nos resta) vá direto ao centro da Bíblia, vá aos Evangelhos (Segundo Mateus, Marcos, Lucas ou João); pois eles são registro histórico do cumprimento da grande promessa redentiva de Deus, do nacimento, ensino, e morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Quem conhece a Jesus Cristo, conhece a Deus de uma maneira direta, íntima e salvadora, o que seria absolutamente impossível de qualquer outro modo. Conhecer a Deus pela Criação, por um milagre, ou por qualquer providência de Deus, é como conhecer um artista somente por uma ou algumas de suas obras. Conhecer Jesus Cristo é conhecer a Deus pessoalmente (João 14.6-9).

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” ( João 3.16)ia

Creio em Deus porque penso, porque exerço a razão; e creio em Jesus Cristo porque conheço a História da Redenção, idoneamente reportada e preservada nas Escrituras Sagradas.”

Não podemos ver a Deus; por isso facilmente ignoramos ou negamos a sua existência. Entretanto, a fé em Deus é, no mínimo, uma dedução lógica, racional.

A fé em Jesus Cristo, entretanto, embora também tenha seu suporte lógico ou racional, tem como seu fundamento ou base – a Bíblia, as Escrituras Sagradas.

A fé em Deus tem uma lógica; assim como alguns conhecimentos científicos de hoje, que um dia foram meras suposições lógicas, baseadas na convicção de que toda realidade ou efeito observável deve ter uma causa precedente, mesmo que ela não seja conhecida – é esta certeza que move ou provoca o estudo e a ciência. O axioma (premissa) da relação “causa e efeito”, embora absolutamente racional, também envolve fé, a fé que supõe ou pressupõe, reconhece e procura a causa (orígem) quando esta é desconhecida. O cientista que procura uma causa ainda desconhecida é motivado pela certeza ou convicção de um fato que não pode ser visto; e isto também é fé (Epístola aos Hebreus 11.1). A pressuposição da existência de Deus é racional, lógica, inteligente.

Assim como a convicção (fé) de que todo efeito tem uma causa move a ciência na busca do conhecimento; a fé (convicção) na existência de Deus é essencial para o conhecimento de Deus (Epístola aos Hebreus 11.6). A ciência jamais teria avançado sem a fé na possibilidade de conhecer o desconhecido. Assim, também o conhecimento de Deus não pode ser alcançado pelo que não o buscam, ou seja, pelos que o ignoram (não consideram importante) ou preconceituosamente negam a existência de Deus.

A respeito de qualquer ser, no universo ou na terra, bruto ou vivo, podemos perguntar sobre sua orígem ou causa, e seu propósito. Se vemos pela primeira vez um determinado objeto, institivamente perguntamos: o que é? Para que serve (qual é o seu propósito) ? E, dependendo da utilidade e complexidade do objeto, somos tomados de admiração sobre quem o criou. É por isso que perguntamos sobre a orígem do universo, da terra e do homem.

Podemos desconhecer o propósito de muitas coisas; porém, se nos dedicarmos à busca do conhecimento do propósito de um determinado objeto, provavelmente, mais cedo ou mais tarde, encontraremos. Somente como exemplo, os cílios dos olhos humanos têm propósito, eles não são resultado do acaso, um acidente, uma aberração, um despropósito. Além de proteger, os cílios contribuem para a beleza dos olhos. Os cílios têm uma lógica, uma razão, e, por que não, uma intenção. E quanto ao homem propriamente, por que não teria ele uma lógica, razão ou intenção? E se tem uma lógica, razão e intenção; e isto requer uma mente, inteligência, uma pessoa admirável; a esta chamamos Deus, mesmo sem conhecê-lo.

Portanto, a base lógica da existência de Deus é a nossa própria existência em um universo grandioso, complexo e sincronizado, ou seja, ajustado com impressionante precisão. Portanto, a fé em Deus é lógica, racional.

A fé em Jesus Cristo tem uma razão histórica, assim como a que nos leva a crer na historicidade dos faraós egípcios, no rei Nabucodonosor e no Império Babilônico, em Alexandre da Macedônia, ou nos filósofos Aristóteles e Platão. Não os vimos, mas cremos existiram porque deixaram suas marcas na História. Estes fizeram, falaram ou escreveram algo relavante que foi preservado. Por isso, nós cremos que eles existiram, cremos que eles realmente fizeram, falaram ou escreveram o que lhes é atribuído. Da mesma forma, não podemos fazer retroceder o tempo, e ver a Jesus Cristo; porém, o que Ele fez e falou ficou registrado na História, na História da Redenção, a Bíblia ou Escrituras Sagradas.

A Bíblia é a História da obra da Redenção, em que Deus, embora invisível, é o agente principal, e o homem, além de coadjuvante, é o alvo e beneficiário. A Bíblia é o registro das obras e palavras redentivas de Deus, em favor da humanidade. A Bíblia foi intencionada e inspirada por Deus, mas escrita por homens, no curso da História, para ser o fiel registro da História da Redenção (2 Epístola de Pedro 1.16-21).

O Deus invisível entrou na História do Universo que Ele criou, e cujo destino Ele mesmo governa soberanamente (contudo, normalmente não sem agência da criatura, especialmente o homem, como já foi observado). Deus entrou na História, participou da História, primeiramente, mantendo-se invisível, mas agindo direta ou indiretamente, e falando através de agentes que ficaram conhecidos como profetas, e cuidando para que seus atos e palavras redentivas ficassem indelevelmente registrados na História, a História da Redenção – por isto chamada a “Escritura Sagrada”.

Depois de haver participado como principal agente, embora invisivelmente, na História da humanidade, com os seus feitos e palavras redentivas; conforme já havia indicado por meio dos profetas, Deus mesmo, pessoalmente entrou na História, encarnado, em semelhança e natureza humana; isto é, em Jesus Cristo.

A Bíblia é a revelação verbal de de Deus, e Jesus Cristo é o grande assunto desta revelação. Jesus Cristo é o assunto principal da Bíblia porque ela é a História da Redenção e Jesus é o Redentor. É em Jesus Cristo que Deus e homem se encontram, em dois importante aspectos:
§   O Criador Infinito e Eterno e a criatura finita e temporal, em uma só e singular pessoa, Deus, o Eterno Filho, agora encarnado, em natureza humana, Jesus Cristo (João 1.1-14).
§   O Deus Santo e o homem pecador aproximados por um único Mediador, Jesus Cristo que cumpre perfeitamente a justiça que a Santidade de Deus requer e expia, anula, aniquila o pecado do homem ( Efésios 2.11-22).

O Deus encarnado, Jesus Cristo, comunica (em uma mensagem viva, em pessoa) que o homem, como criatura de Deus não é essencialmente (originalmente) pecador (transgressor da justiça, ofensivo e inadmissível perante a santidade de Deus).

Além disso, o Deus encarnado, Jesus Cristo, é grande demonstração de que o pecado, por mais grave, ofensinvo, abominável e destrutivo que seja, não é um mal que Deus, o Onipotente Criador, não possa vencer.  E Deus realmente o venceu, por meio de Jesus Cristo, “nosso Senhor, o qual por nossos pecados foi entregue (morreu) e ressuscitou para nossa justificação. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 4.24-5.1).

Em nossa geração, a arrogância do homem confiante em suas conquistas tem atingido um grau tão elevado como em poucas outras ocasiões. O homem contemporâneo zomba da fé em Deus, mais especificamente da fé em um Deus pessoal, que intervém no no universo, na História, ou na vida particular de quem quer que seja. A zombaria dá lugar ao amargo desprezo e até perseguição quando, além da fé na existência de Deus, a fé reconhece que Jesus Cristo é Deus encarnado para salvar o pecador e redimir a Criação, conforme demonstra a História da Redenção, a Bíbla.

Creio em Deus porque penso, porque exerço a razão; e creio em Jesus Cristo porque conheço a História da Redenção, idoneamente reportada e preservada nas Escrituras Sagradas, a Bíblia.

Ouça a “voz da razão”, exerça a liberdade de pensar, não se deixe dominar pelo espírito arrogante de nossa era, admita a lógica da existência de Deus. Então,  ore, peça a Deus que se aproxime de você, e se faça mais intimamente conhecido. 

Então, sem preconceito, leia a Bíblia. Para ganhar tempo (que nos é tão precioso, e não sabemos quanto ainda nos resta) vá direto ao centro da Bíblia, vá aos Evangelhos (Segundo Mateus, Marcos, Lucas ou João); pois eles são registro histórico do cumprimento da grande promessa redentiva de Deus, do nacimento, ensino, e morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Quem conhece a Jesus Cristo, conhece a Deus de uma maneira direta, íntima e salvadora, o que seria absolutamente impossível de qualquer outro modo. Conhecer a Deus pela Criação, por um milagre, ou por qualquer providência de Deus, é como conhecer um artista somente por uma ou algumas de suas obras. Conhecer Jesus Cristo é conhecer a Deus pessoalmente (João 14.6-9).

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” ( João 3.16)

Creio em Deus porque penso, porque exerço a razão; e creio em Jesus Cristo porque conheço a História da Redenção, idoneamente reportada e preservada nas Escrituras Sagradas.”

Não podemos ver a Deus; por isso facilmente ignoramos ou negamos a sua existência. Entretanto, a fé em Deus é, no mínimo, uma dedução lógica, racional.

A fé em Jesus Cristo, entretanto, embora também tenha seu suporte lógico ou racional, tem como seu fundamento ou base – a Bíblia, as Escrituras Sagradas.

A fé em Deus tem uma lógica; assim como alguns conhecimentos científicos de hoje, que um dia foram meras suposições lógicas, baseadas na convicção de que toda realidade ou efeito observável deve ter uma causa precedente, mesmo que ela não seja conhecida – é esta certeza que move ou provoca o estudo e a ciência. O axioma (premissa) da relação “causa e efeito”, embora absolutamente racional, também envolve fé, a fé que supõe ou pressupõe, reconhece e procura a causa (orígem) quando esta é desconhecida. O cientista que procura uma causa ainda desconhecida é motivado pela certeza ou convicção de um fato que não pode ser visto; e isto também é fé (Epístola aos Hebreus 11.1). A pressuposição da existência de Deus é racional, lógica, inteligente.

Assim como a convicção (fé) de que todo efeito tem uma causa move a ciência na busca do conhecimento; a fé (convicção) na existência de Deus é essencial para o conhecimento de Deus (Epístola aos Hebreus 11.6). A ciência jamais teria avançado sem a fé na possibilidade de conhecer o desconhecido. Assim, também o conhecimento de Deus não pode ser alcançado pelo que não o buscam, ou seja, pelos que o ignoram (não consideram importante) ou preconceituosamente negam a existência de Deus.

A respeito de qualquer ser, no universo ou na terra, bruto ou vivo, podemos perguntar sobre sua orígem ou causa, e seu propósito. Se vemos pela primeira vez um determinado objeto, institivamente perguntamos: o que é? Para que serve (qual é o seu propósito) ? E, dependendo da utilidade e complexidade do objeto, somos tomados de admiração sobre quem o criou. É por isso que perguntamos sobre a orígem do universo, da terra e do homem.

Podemos desconhecer o propósito de muitas coisas; porém, se nos dedicarmos à busca do conhecimento do propósito de um determinado objeto, provavelmente, mais cedo ou mais tarde, encontraremos. Somente como exemplo, os cílios dos olhos humanos têm propósito, eles não são resultado do acaso, um acidente, uma aberração, um despropósito. Além de proteger, os cílios contribuem para a beleza dos olhos. Os cílios têm uma lógica, uma razão, e, por que não, uma intenção. E quanto ao homem propriamente, por que não teria ele uma lógica, razão ou intenção? E se tem uma lógica, razão e intenção; e isto requer uma mente, inteligência, uma pessoa admirável; a esta chamamos Deus, mesmo sem conhecê-lo.

Portanto, a base lógica da existência de Deus é a nossa própria existência em um universo grandioso, complexo e sincronizado, ou seja, ajustado com impressionante precisão. Portanto, a fé em Deus é lógica, racional.

A fé em Jesus Cristo tem uma razão histórica, assim como a que nos leva a crer na historicidade dos faraós egípcios, no rei Nabucodonosor e no Império Babilônico, em Alexandre da Macedônia, ou nos filósofos Aristóteles e Platão. Não os vimos, mas cremos existiram porque deixaram suas marcas na História. Estes fizeram, falaram ou escreveram algo relavante que foi preservado. Por isso, nós cremos que eles existiram, cremos que eles realmente fizeram, falaram ou escreveram o que lhes é atribuído. Da mesma forma, não podemos fazer retroceder o tempo, e ver a Jesus Cristo; porém, o que Ele fez e falou ficou registrado na História, na História da Redenção, a Bíblia ou Escrituras Sagradas.

A Bíblia é a História da obra da Redenção, em que Deus, embora invisível, é o agente principal, e o homem, além de coadjuvante, é o alvo e beneficiário. A Bíblia é o registro das obras e palavras redentivas de Deus, em favor da humanidade. A Bíblia foi intencionada e inspirada por Deus, mas escrita por homens, no curso da História, para ser o fiel registro da História da Redenção (2 Epístola de Pedro 1.16-21).

O Deus invisível entrou na História do Universo que Ele criou, e cujo destino Ele mesmo governa soberanamente (contudo, normalmente não sem agência da criatura, especialmente o homem, como já foi observado). Deus entrou na História, participou da História, primeiramente, mantendo-se invisível, mas agindo direta ou indiretamente, e falando através de agentes que ficaram conhecidos como profetas, e cuidando para que seus atos e palavras redentivas ficassem indelevelmente registrados na História, a História da Redenção – por isto chamada a “Escritura Sagrada”.

Depois de haver participado como principal agente, embora invisivelmente, na História da humanidade, com os seus feitos e palavras redentivas; conforme já havia indicado por meio dos profetas, Deus mesmo, pessoalmente entrou na História, encarnado, em semelhança e natureza humana; isto é, em Jesus Cristo.

A Bíblia é a revelação verbal de de Deus, e Jesus Cristo é o grande assunto desta revelação. Jesus Cristo é o assunto principal da Bíblia porque ela é a História da Redenção e Jesus é o Redentor. É em Jesus Cristo que Deus e homem se encontram, em dois importante aspectos:
§   O Criador Infinito e Eterno e a criatura finita e temporal, em uma só e singular pessoa, Deus, o Eterno Filho, agora encarnado, em natureza humana, Jesus Cristo (João 1.1-14).
§   O Deus Santo e o homem pecador aproximados por um único Mediador, Jesus Cristo que cumpre perfeitamente a justiça que a Santidade de Deus requer e expia, anula, aniquila o pecado do homem ( Efésios 2.11-22).

O Deus encarnado, Jesus Cristo, comunica (em uma mensagem viva, em pessoa) que o homem, como criatura de Deus não é essencialmente (originalmente) pecador (transgressor da justiça, ofensivo e inadmissível perante a santidade de Deus).

Além disso, o Deus encarnado, Jesus Cristo, é grande demonstração de que o pecado, por mais grave, ofensinvo, abominável e destrutivo que seja, não é um mal que Deus, o Onipotente Criador, não possa vencer.  E Deus realmente o venceu, por meio de Jesus Cristo, “nosso Senhor, o qual por nossos pecados foi entregue (morreu) e ressuscitou para nossa justificação. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 4.24-5.1).

Em nossa geração, a arrogância do homem confiante em suas conquistas tem atingido um grau tão elevado como em poucas outras ocasiões. O homem contemporâneo zomba da fé em Deus, mais especificamente da fé em um Deus pessoal, que intervém no no universo, na História, ou na vida particular de quem quer que seja. A zombaria dá lugar ao amargo desprezo e até perseguição quando, além da fé na existência de Deus, a fé reconhece que Jesus Cristo é Deus encarnado para salvar o pecador e redimir a Criação, conforme demonstra a História da Redenção, a Bíbla.

Creio em Deus porque penso, porque exerço a razão; e creio em Jesus Cristo porque conheço a História da Redenção, idoneamente reportada e preservada nas Escrituras Sagradas, a Bíblia.

Ouça a “voz da razão”, exerça a liberdade de pensar, não se deixe dominar pelo espírito arrogante de nossa era, admita a lógica da existência de Deus. Então,  ore, peça a Deus que se aproxime de você, e se faça mais intimamente conhecido. 

Então, sem preconceito, leia a Bíblia. Para ganhar tempo (que nos é tão precioso, e não sabemos quanto ainda nos resta) vá direto ao centro da Bíblia, vá aos Evangelhos (Segundo Mateus, Marcos, Lucas ou João); pois eles são registro histórico do cumprimento da grande promessa redentiva de Deus, do nacimento, ensino, e morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Quem conhece a Jesus Cristo, conhece a Deus de uma maneira direta, íntima e salvadora, o que seria absolutamente impossível de qualquer outro modo. Conhecer a Deus pela Criação, por um milagre, ou por qualquer providência de Deus, é como conhecer um artista somente por uma ou algumas de suas obras. Conhecer Jesus Cristo é conhecer a Deus pessoalmente (João 14.6-9).

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” ( João 3.16)